domingo, 17 de agosto de 2008

Canoa Silente...


Uma canoa desliza...

na fina manta d'água,
indeleve,
como quem não se atreve
a perturbá-la sequer...
Onde irá assim tão quieta
num navegar sorrateiro?
Tem um complô com o canoeiro
ou carrega um aventureiro?
...e assim navega a canoa ...sumindo,
desfazendo-se na neblina
indo na direção da curva do rio...
Sempre no fim do dia,
sempre na mesma hora,
essa canoa efêmera
passa... E vai embora...
Vai-se a canoa silente,
num fim de tarde já frio,
leva um segredo embarcado
para alguém que tem no olhar de espera,
a esperança que chegará pelo rio!

Um comentário:

Helena C de Araujo disse...

Eu gosto dessa imagem de esperança que chega pelo rio... é lindo esse poema!... e já naveguei nessa canoa em outras águas...