terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Outras Orações...



Outras Orações...

Olhos opacos olhando o ontem,
Oscilei, ou optava ordeiramente
Obscurecendo o olhar,
Ou obrigava-me orar oniscientemente...
Outros olhos olharam,
Obtendo outras orientações,
Outras outorgadas opções,
Outras orações...
Ouviram odes oniricamente oriundas
Observando os outeiros otimistas,
Ou ouvindo os organistas obreiros...
Orpheus orféicos orquestradores
Onde ocultaram os ouvidos?
Onde obtiveram ouros orfeônicos?
Ousem...
Ofereçam-me o onipotente olhar onírico...
 
 imagem: Revellon Surreal: Divino Pintor

3 comentários:

chica disse...

Que maravilha de poesia, que imagino deva ser dificílima de fazer e ainda por cima com tanto sentido e beleza nos versos... Parabéns! És genial e poetisa das boas mesmo!um beijo,chica

Helena C de Araujo disse...

Já te disse que adoro teus tautogramas... E esse aqui ficou especial demais! Amei! Beijo, Tê!

Cris Sousil disse...

De todos os poemas que usou a assonância como recurso poético predominante, este é o que mais gostei. A mensagem náo se perdeu em nenhum momento. Está belíssimo!
Beijinhos poéticos, reina.