sábado, 9 de maio de 2009

Luminares...


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Luminares...
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Parecem sementes lançadas a esmo,
misteriosamente caídas no meu coração...
Eu mesmo sem saber canto acalantos
para misteriosas flores dormidas...
Assim chega o tempo
dos inquietantes luminares,
não estão as respostas no vento
nem nos rios ou nos mares,
muito menos nos altares...
Onde estão estes raios que se escondem,
que correm e recorrem o firmamento,
e de repente num momento,
em mil flores florescem,
primeiro nos sonhos,
depois na consciência?...
Por que me amedrontam
se luzem com mil cores...
Não seria o desdormir das flores?
Porque me assustam se resplandecem...
Será porque é do céu que descem?
Porque me espanto,
se, embora fraca minha luz,
um dia eu também desci?...


imagem: Baixaki

5 comentários:

Helena C de Araujo disse...

Um poema que é inspiração da própria luz.
Trocaria, sem receio, aquela afirmação que diz, "do pó, ao pó", por "da luz, à luz". Não por uma visão poética do "princípio e fim" do que somos fisicamente, mas por acreditar que o que somos transcende a isso. O físico pode até se tornar pó. Mas a alma, a verdadeira fonte de energia, essa que é a essência, que permanece e que é o de real valor em nós, tem uma trajetória muito maior, e além de qualquer plano físico.
Tem uma citação que acho especial, que diz: "Você ocupará muitas formas na existência, terá vários rostos e corpos, de cores e formatos diferentes, mas a sua verdadeira face é a da Luz"!
...
Teu poema é maravilhoso, e reforça tudo o que penso. E você queria deixar ele guardado?... É uma jóia o que ele diz. Fico feliz, e cada vez mais, de partilhar com você (e aprender) tanta coisa linda em tantos momentos bons!
Beijo grande, pessoa que eu gosto, amiga do coração, irmã que ganhei "depois".

Silvia Freedom... disse...

Querida Gaivota Dourada,

Obrigada pela sua visita e pela presença, meu presente neste dia especial.

Abraço Fraterno

Silvia Duprat

Isabel José António disse...

Querida Irmã Gaivota Terezinha,

Que fantástico poema sobre a eternidade da alma que há em cada ser humano. Lindíssimo. Nemme atrevo a dar-lhe os parabéns com medo de conspurcar quer a palavra (mera palavra) quer o conteúdo do poema.

Um grande abraço

Que a Luz esteja sempre em si.

Namasté!

José António

Raquel Oliveira disse...

Perfeitas palavras de luz que alimenta.
Amei.
Bom passar por aqui.

bjos

Anezinha disse...

tão lindo quanto indagador, reflexivo e repleto de vida!
adorei!
voltarei!
bjs
Rose