
Pertinência...
Um dia de sol sumido,
desses que a luz não brilha,
deixa a alma sombria
e o coração sem partilha...
Desmoronam-se as visões,
quedam-se as esperanças,
fervilham em borbotões
na mente as velhas lembranças...
Lembranças que dormiam caladas,
se esgueiram dos cantos ocultos
se agitam, se jogam abaladas,
um tanto disformes os vultos...
Perambulam num vago vazio,
essas sombras por fim acordadas
acenam pedindo socorro
teimam em declarar-se abonadas...
Não fica o motivo bem claro
dos dias que se fazem assim,
mas com certeza eu sinto e declaro,
são minhas, as sombras... E choram em mim...
imagem: google
4 comentários:
Lindo,gaivota e todos temos sombras. Soubeste mais uma vez ser fantástica em teus versos!um beijo e um lindo domingo,chica
Querida Amiga Terezinha,
Belíssimo poema, na métrica, no conteúdo e na expressividade.
O caminho da evolução, com vista a tornar-nos um ser humano mais perfeito, passa, precisamente, por não deixar que aquilo que temos guardado no subconsciente, viva no presente.
O segredo está em vivermos o momento presente.
Muitos parabéns.
Um abraço fraterno
José António
Amei vir aqui !! Beijos.ivi.
Tudo tão lindo isso dqui!!
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