
Deixei na curva do caminho,
quando mudei de rumo no viver,
todos os emperrados desalinhos,
larguei de vez esse não ser...
Deixei também as mágoas tolas,
as queixas, migalhas, a falta da flor,
deixei lá bem trancafiada
a obstinação pela dor...
Olhando agora, assim de longe,
lá na curva do caminho,
ficaram folhas de papel,
quase pergaminhos
rotos, relidos e amassados
pelo tempo amarelados,
abandonados por fim...
Me libertei dessas amarras,
e num profundo respirar
e olhando para mim,
reeditei minha escrita...
O que deixei,
lá na curva do caminho,
foi o rascunho
(que não passei à limpo)
que escrevi de mim...
imagem: caminho
2 comentários:
Meu Deus do céuuuuuuuuuuu!!! Humilha, vai!!! "Escrevi direto no blog", ela disse. Juro que ela disse isso! Eu fico horas a fio em cima de um rascunho pra ficar bem mais ou menos o que escrevo... E ela vem, toda quietinha, e diz... "Escrevi um bobinho"... Mas deve ter erros, porque escrevi direto no blog... Ahhhhhhhhhhhhhhhh!!! Fala sérioooo!!! O que é esse poema???!!! Medalha de ouro, como você diz!!!! MAAAARRRAAAAVILHOOOOSOOOO!!!
Isso responde tua pergunta??? Aplausos, beijos, aplausos!!! Todos!!!
Guria, tu tens que apenas voltar a ler aquelas páginas onde não sei o motivo, ainda não publicaste um livro. Isso deve ser revisitado!!!
Que coisa mais linda, texto, imagem bem casadinhas. M-A-R-A-V--I-L-H-O-S-O!!!É isso aí! Tantas coisas deixamos pra trás em nossos caminhos...Desapegar-se é apreender, crescer e juntar para a nova caminhada apenas as que valem a pena!E pra ti, vale a pena um lindo livro!!!Pensa nisso com carinho! Um beijo,Chica
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