segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Um poema na areia...



Tem coisas que nos habitam o peito
e lá ficam num esconder-se cativo,
ninguém vê, ninguém descobre,
só o coração sabe o motivo...
Quando a canção nos toca à alma,
tangeando uma lembrança calada,
ativam-se ensejos repentinos
que acenam bandeiras buscadas...
Quando o poeta tem medo,
tenta a poesia esconder,
escreve um poema na areia 
já quase ao anoitecer...
                               ...um poema que só o mar pode ler!


imgem: google

3 comentários:

Chica disse...

Só o mar pode ler, mas já está bem claro e nítido, escrito no coração!um beijo,chica

Isabel José António disse...

Cara Amiga Gaivota22,

Muito bonito este seu poema, que duma forma subtil, relata o processo de auto censura.

Sabes, não devemos calar
A vida que em nós corre
A falar ou só a observar
Nunca a ESSÊNCIA morre

Muda apenas de lugar
Vai para outro plano
Mas a vontade de amar
É com que nunca me engano

Abarca o Universo inteiro
Interage sem sair do lugar
Pois o seu objectivo primeiro
É essa vontade de tudo amar

Um abraço

José António

Helena C de Araujo disse...

Nem preciso dizer o quanto gostei desse poema, né? Pela beleza, pelo que ele diz, por todos os significados maravilhosos que contém!
Lindo, lindo!!
Um beijo grande, minha amiga do coração!!